Ao longo de seus 34 anos de idade, o argentino Lisandro Aristimuño carrega nas costas uma carreira que de recente não tem nada. Filho de pais que tinham o teatro e a música como profissão, desde os 14 anos já colocava em prática seu talento como cantor e guitarrista em uma banda que tocava covers. Porém, somente mais tarde viria a produzir canções mais maduras, explorando os elementos da folk music com uma pitada pop, sem ser vulgar (rs).
No ano passado, Lisandro se apresentou ao lado do Marcelo Jeneci e da Laura Levieri em São Paulo, dando origem a um registro de romantismo único. Aliás, romantismo é com Lisandro Aristimuño, que seria capaz de preencher uma playlist inteira pra se afogar as mágoas de uma boa dor de cotovelo. Em um mundo musical onde a música, em muitos casos, é substituída por barulhos, poder ouvir Lisandro é no mínimo prazeroso e ainda pode-se contar com todo charme que a língua espanhola oferece.
Algumas canções de versos fáceis e melosos como “Canción de Amor” cumprem seu papel de encantar quem a ouve, mas em outras é possível ainda conferir o uso ajustado e preciso de elementos eletrônicos, como na faixa “Cien Pajaros” do mais recente álbum do cantor, que está mais dançante, mas sem perder a melancolia característica dos álbuns anteriores.
|
|
|
|
|
|
|
|