19 novembro 2012

Som da Semana #12 – alt-J (∆)

A terra da rainha não para de produzir música de qualidade e dessa vez quem passa por aqui são os garotos do alt-J (∆), que recentemente receberam o Mercury Prize – um dos prêmios mais respeitados da música britânica – na categoria “Álbum do Ano”. O nome do grupo é uma alusão ao atalho do teclado do Mac, que ao terem as as teclas alt e j pressionadas ao mesmo tempo, criam a letra delta em grego >> ∆ <<.

O quarteto de Leeds estão juntos desde 2007 e de lá pra cá deram origem ao álbum “An Awesome Wave”, que vem dividindo opiniões. A mistura de gêneros, que passeiam pelo folk, indie rock, com elementos eletrônicos e até hip-hop, na primeira audição, podem parecer um emaranhado de estilos sem sentido ou até mesmo uma tentativa forçada de parecerem autênticos e experimentais.

Talvez seja, talvez não seja. Música, como toda arte, deve ser sentida e é o resultado dessas sensações que determinam o que é bom ou ruim. Não é preciso ser crítico de música para poder opinar sobre música, certo? E é por isso que o alt-J (∆) surpreende pelo seu som, que foge do comum, realiza experimentações, mistura estilos e o resultado, mesmo que não agrade à todos, é positivo.

10 Motivos Para Ouvir Alt-J by Cleber Henrique on Grooveshark

Discografia


An Awesome Wave (2012)

A grandiosidade do som da banda ainda é completado pelos excelentes clipes, em destaque ao da faixa “Something Good” (que pode ser visto na lista de reprodução abaixo). Com elegância e bom gosto, o alt-J ganhou espaço cativo no meu iPod e certeza que ganhará nos players de muitos espalhados pelo mundo. Enjoy…

E aí, o que achou do som do Alt-J?

18 novembro 2012

Inspiração do Dia: As Ilustrações de Naw Lawson

Estava eu lá no Tumblr e me deparo com uma das ilustrações fofíssimas da Naw Lawson. E não era qualquer ilustração, era a ilustração do MELHOR FILME já feito, Harold and Maude!!! Foi só fazer uma pesquisa rápida e outras ilustrações, tão fofas quanto, surgiram!

Selecionei algumas que servem como convite de filmes que devem ser vistos por todo homo sapiens que se preze…

Harold and Maude (1971)

 

MindEternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)

05 novembro 2012

Som da Semana #11 – Jessie Ware

O cenário musical britânico sempre foi populado por grandes artistas: David Bowie, Queen, The Beatles, The Rolling Stones, The Smiths e por aí vai! E não é de se estranhar que cada vez mais artistas dos mais diversos gêneros deste país, vem quebrando a hegemonia americana nos iPods espalhados pelo mundo. Recentemente, as indiscutivelmente talentosas Adele e Florence Welch foram provas de que a terrinha do sotaque mais lindo do mundo ainda tem muito mais pra nos oferecer, a começar pelo nosso Som da Semana de hoje.

Jessie Ware que começou como backing-vocal de um projeto de música eletrônica, hoje desponta como uma das grandes promessas da música britânica. Com uma pegada soul, não há como não deixar se embalar pela voz potente, de tom acertado e dramaticidade equilibrada de suas composições. Devotion, o primeiro álbum solo da cantora, conta com uma notável variabilidade pop, mas que nos conquista por sua sinceridade e profundidade. À nós, nos resta dar boas-vindas à Jessie e se é devoção que ela procura, bem… está indo pelo caminho certo!

10 Motivos para Ouvir Jessie Ware by Cleber Henrique on Grooveshark

 Devotion (2012)

E aí, o que achou do som da Srta. Jessie?!

03 novembro 2012

Filme Pro Finde #9: Drive

A vida de vez em quando nos prega peças e por um motivo ou outro você não sabe quem é essa Sandy que destruiu NY, ou que mesada agora é chamada de mensalão e pessoas vão presas por isso e tão pouco sabe que tal crise é essa que estão comentando no velho continente.

Ok, Ok, ao menos que você esteja morando em uma caverna sem conexão à internet – o que acho difícil uma vez que está lendo esse artigo – tem conhecimento de todos os acontecimentos que relatei, porém, não sei onde me meti quando a nossa indicação de filme de hoje estreou no Brasil.

Antes da estreia, havia acompanhado alguns comentários sobre o filme e já tinha colocado como “Quero Ver” no meu Filmow, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, o filme saiu de cartaz e não vi! Até a última semana, pelo menos…

Drive acompanha um dublê de Hollywood que faz bicos como motorista de aluguel para criminosos. As regras do contrato do Driver (não, o nome dele não é mencionado em nenhuma parte do filme):

  1. Diga a hora e o lugar, e eu lhe dou 5 minutos de tempo.
  2. Se algo acontecer nesses 5 minutos, estou à disposição. Para o que for.
  3. Um minuto antes ou depois desses 5... está por sua conta.

E é nessa frieza que vamos sendo conduzidos à uma história de violência, amor e violência. Tenho certeza que Tarantino pulou na poltrona quando assistiu o filme e soltou uns “uhul” e umas dezenas de “é isso aê”. Mas brincadeiras à parte, muitos acham o começo meio parado, mas tal calmaria reflete exatamente o estado de espírito do personagem, que após conhecer Irene será capaz de mostrar seu verdadeiro caráter.

A fotografia do filme é um primor e o mesmo podemos dizer da trilha sonora, ahhh a trilha sonora (suspiros). Composta por Cliff Martinez baterista do Red Hot Chili Peppers (podemos dizer ex-baterista?) a trilha tem uma pegada anos 80 e colabora para o clima de frieza e introspectividade do personagem principal. Até o figurino rouba algumas cenas, como não se apaixonar pela jaqueta ~brilhante~ com um escorpião bordado nas costas? E as luvinhas estilosas? *-* Aliás, o filme é cheio de itens icônicos, além da jaqueta e das luvas, o palito de dentes e o martelo estão presentes, se tornando marca do personagem e filme.

Por fim Drive mostra um roteiro consistente, uma atuação elegante de Ryan Gosling e uma direção afinada que consegue ao mesmo tempo criar uma obra tensa e calma, violenta e leve. <3