17 setembro 2012

Som da Semana #10 – The Killers

Amanhã o The Killers lança oficialmente o quarto álbum da banda, mas não é nenhuma novidade que o álbum já vazou e foi ouvido por todo mundo que não estava em uma caverna na última semana. Minutos após o “vazamento” vários blogs de música, já cuspiam suas resenhas a respeito do álbum. Mas por aqui o buraco é mais embaixo, Battle Born até a edição deste artigo foi ouvido por mim, segundo minha Last.fm, meras 27 vezes, assim sendo, vou tentar fazer uma resenha menos prepotente que a de alguns colegas.

Em 2004 o The Killers deu as caras com o aclamado Hot Fuss, emplacando diversos hits como “Jenny Was A Friend Of Mine”, “Mr. Brightside” e “Somebody Told Me” e que renderiam à banda diversos prêmios e o status que hoje possuem. Dois anos mais tarde não decepcionam e lançam Sam’s Town, que se desprende de alguns elementos do álbum antecessor, e como o próprio Brandon Flowers desabafou em uma entrevista, tem uma pegada mais americana e menos britânica – o próprio nome do álbum já revelava essa característica. Com uma pegada mais pop, em 2006 o terceiro álbum viria à tona, Day & age.

Após trabalhos solos de alguns integrantes, o grupo volta a se reunir e Battle Born (2012), finalmente enxerga a luz do dia. No novo álbum, Brandon parece ter usado bastante dos elementos de seu álbum solo Flamingo como inspiração, porém, com maior exploração de sintetizadores – marca do grupo – e uma voz mais potente e vibrante. Pelo incrível que pareça, esse foi um dos pontos levantados pela crítica ao tentar tirar créditos de Battle Born. Parece-me ingenuidade ou falta de lógica, pensar que tais influências não fossem utilizadas nos trabalhos realizados pelo The Killers. Nada me soou mais coerente que o novo álbum refletisse a experiência de tais trabalhos.

Talvez este seja o preço a se pagar por ir contra as expectativas. Alguns fãs ou simplesmente apreciadores da banda, insistem em dizer que o The Killers deveria realizar trabalhos mais próximos dos dois primeiros álbuns, o que me ecoa como mais do mesmo. Como exemplo de bandas que se agarram a trabalhos anteriores, na tentativa de não perderem sua essência (ou sucesso), podemos citar o The Vaccines, que lançou um segundo álbum, que poderia facilmente ser ouvido como um “CD2” por um desavisado.

Por fim, Battle Born reflete uma nova proposta da banda, mais pop e comercial (talvez aí o motivo do ódio dos puristas e românticos, que ainda acreditam que alguma banda realize qualquer trabalho que seja sem pensar em vender), mas canções como Runaways, Flesh And Bone, Miss Atomic Bomb, Battle Born e Here With Me já são suficientes para mostrar que o The Killers seguirá novos caminhos e que na minha singela opinião, não decepciona em nada.

Vida longa e próspera aos garotos de Las Vegas!

10 Motivos Para Ouvir The Killers by Cleber Henrique on Grooveshark

Discografia

 Hot Fuss (2004)

Sam’s Town (2006)

 Sawdust (2007)

Day & Age (2008)

Battle Born (2012)

A gente tem a nossa opinião sobre Battle Born, o que quer dizer que você não possa pensar diferente!

 

E aí, o que achou do novo álbum do The Killers?!