Um filme é capaz de nos transportar para diversos mundos e nos fazer experimentar as mais variadas emoções. E é quando nos identificamos com ele, é que a experiência de assistir à um filme – que a princípio pode ser considerado algo simples – atinge um nível de destaque em nossas emoções e percepções, algo que muito provavelmente irá lhe ocorrer ao assistir a nossa dica de filme de hoje!
Morangos Silvestres (1957) nos leva à peregrinação do velho rabugento Isak Borg, que para receber um título de honra, embarca em seu carro junto com sua nora, rumo à universidade que lhe homenageará. É neste percurso, que Isak se depara com diversos personagens que o fará refletir sobre o rumo que sua vida tomou – de um jovem alegre e apaixonado, aos fracassos emocionais e ostracismo de quem esqueceu de sua mais primitiva condição: a mortalidade.
A primazia de Morangos Silvestres está ao fazer com que o expectador perceba os entrelaces de fatores externos e pessoais do personagem, ao passo que quanto mais estes se interajam, mais claro fique o determinismo de sua atual situação. Bergman consegue, como poucos, fugir do sentimentalismo previsível e mantém tom de respeitabilidade e seriedade com a emoção que busca provocar.
O longa ainda conta com uma belíssima fotografia, típica de filmes nórdicos, e diálogos marcantes acerca do prenúncio do fim de nossa existência, onde somos capazes de refletir sobre nossas ações, mesmo que este resuma uma vida em um dia.
Assim como os filmes de Chaplin, Morangos Silvestres é de domínio público e você pode vê-lo abaixo, completo e com legenda!

