Questionadores, transgressores, anarquistas ou hedonistas. Muitos termos, uma geração. Movimento artístico - principalmente literário - dos anos 40 aos 60, a geração beat ficou marcada por sua ânsia em se desamarrar dos costumes advindos do período pós-segunda-guerra e não seguir regras (a não ser a regra de não seguir regra, bazinga!). O estilo literário é marcado pela linguagem informal, intensa, com uso de gírias e muitos palavrões. Graças a este estilo Jack Kerouac – ícone da geração beat – teve que revisar On The Road, a sua obra mais famosa, para que finalmente fosse publicada em 1957.
Os hippies, movimento extremamente influenciado pela geração beat, capitaram sua essência e pregavam o amor, paz, igualdade racial e sexual. Por vezes, a geração beat é confundida com os beatniks, que na verdade foi um termo pejorativo criado para denominar os jovens que copiavam o estilo beat, mas que não carregava a essência para tal (tipo o termo “hipster” usado atualmente).
Jack Kerouac, considerado o “Rei dos Beats”, com seu estilo-avalanche - era sentar em frente à máquina e redigir sem preocupação com cadência ou pontuação - escreveu diversos livros, dentre eles OnThe Road, a sua obra-prima, que fala sobre sua viagem de 7 anos percorrendo os Estados Unidos e México, com seu amigo Neal Cassady.
Como já espalhei aos sete ventos, estou lendo olivro e confesso que é um estilo de escrita bem particular, por vezes confuso e intenso, mas também leve e apaixonante.
No cinema a geração beat já foi retratada de diversas formas, separamos os principais filmes que abordam o tema:
Remonta o conturbado relacionamento entre Joan Vollmer e o escritor William S. Burroughs e o fim trágico que suas atitudes o levaram. O filme conta com a presença de Kiefer Sutherland, Courtney Love (que surpreendentemente atua super bem) e Norman Reedus, o Daryl de The Walking Dead. O filme é meio fraco, mas vale para conferir e tirar suas próprias conclusões.
Filme baseado na história verídica de Christopher McCandless, um jovem de 22 anos que decide doar todo seu dinheiro à uma instituição de caridade e sair se aventurando pelos Estados Unidos, vivendo somente do que a natureza pudesse lhe prover. Dirigido por Sean Penn, baseado no livro homônimo, do jornalista Jon Krakauer, Into the Wild possui uma das mais belas fotografias do cinema e uma trilha sonora impecável assinada por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. Sério, a trilha é tão boa que resolvi colocar ela TODINHA aqui em baixo!!!
Em Howl, James Franco interpreta Allen Ginsberg, escritor falecido em 1997, importante ativista gay norte-americano e um dos ícones da geração beat. O filme se passa em 1957, em São Francisco, período em que é publicado o livro “Howl and Other Poems”, neste mesmo ano os livros são apreendidos pela polícia, com o argumento de que a obra era imoral, atacando os bons costumes da sociedade por conter palavras obscenas. James Franco nos entrega uma de suas melhores interpretações, porém o filme peca pelo pouco cuidado estético, que em algumas cenas não passa veridicidade (o que é aquela barba colada, meu amigo maquiador?! tsc tsc tsc).
P.S. Allen Ginsberg foi apaixonado por Jack Kerouac <3
Filme que estreia em 13 de julho, reconta a história narrada pelo livro homônimo de Jack Kerouac e é dirigido pelo brasileiro Walter Salles. O elenco escalado tem nomes famosos em Hollywood, como Viggo Mortensen (o Aragon de Senhor dos Anéis), Kristen Mesma Cara pra Tudo Stewart (a Bella de Crepúsculo), Kirsten Dunst (dispensa associação), Terrence Howard (de Glitter - O Brilho de uma Estrela, ahaha e Homem de Ferro). Enfim, grande elenco e direção, ansioso pela estreia e torcendo pra que Kristen não estrague tudo.
Grandes nomes da música se dizem influenciados pelas obras e ideias da geração Beat: Como Os Beatles, Jim Morrison e Bob Dylan (que revelou que o livro On The Road havia mudado a sua vida). Muitos aspectos relacionados às atitudes e letras das canções, são fortemente marcadas pelo espírito de rebeldia e questionadora dos padrões da sociedade.
A Carlinha (a lá a intimidade) do Modices, fez um post muito bacana relacionando a geração beat e a moda que vale a pena ser conferido. Amei a associação com o estilo da Judy Funnie! rs