Se estivesse vivo, em 26 de julho deste ano, o nova-iorquino Stanley Kubrick estaria completando 84 anos. Inegavelmente, apesar de possuir em seu currículo a direção de “apenas” 13 filmes, Kubrick está no hall dos grandes nomes da história do cinema. Não se importando por gêneros, fez de tudo: drama, terror, ficção científica e até comédia. Dos seus 13 filmes, tive a oportunidade de ver somente cinco, SHAME ON ME filmes estes que foram suficientes para me tornar um apreciador de seu jeito de fazer cinema.
O que destaca Kubrick é o seu olhar visionário, de dar novas perspectivas à histórias que facilmente cairiam na mesmice, que vemos em grande parte dos filmes atualmente, com produções feitas pensando em agradar a maioria, sem opinião e personalidade. Stanley usou o seu perfeccionismo exagerado para que o produto final de seu trabalho, pudesse instigar o telespectador a pensar e olhar de um jeito diferente – talvez mais complexo, distorcido e psicodélico(?) – mas sempre com uma visão crítica e “fora da caixa”.
Então, como se trata de um Filme Pro Finde em homenagem à um dos maiores nomes da história do cinema, separamos três obras que julgamos ESSENCIAIS àqueles que pretendem conhecer mais sobre o trabalho de Stanley Kubrick:


Clássico dos clássicos, 2001: A Space Odyssey (1968) filme baseado no conto de Arthur C. Clarke, nos leva à "Aurora do Homem", onde um artefato de origem extraterrestre monitora e é responsável por saltos na evolução do homem, desde a pré-história à explorador do espaço. E é na era de exploração espacial que uma equipe de astronautas é enviada à Júpiter para investigar um misterioso monólito descoberto na lua, entretanto, a missão é sabotada pelo computador da espaçonave Discovery, HAL, que tá ~meio lé-lé da cuca~ e tenta assumir o controle da nave - percebem alguma semelhança com Alien?! :)
2001 talvez peque pelo excesso de abstração e pelas GRANDES incógnitas com relação as perguntas levantadas no filme (origem e destino da humanidade), mas soma pontos ao ser primoroso na concepção visual e sonora. A trilha é um primor a ser considerado, não há hoje quem não relacione Also Sprach Zarathustra de Richard Strauss, com o filme. As cenas de contemplação do céu e universo ao som de Blue Danube, é outro clássico à parte.
No Nedcast 254, o pessoal do Jovem Nerd listou 2001, como o filme na lista do “Mas que Final Horrível”. Azaghal me fez rolar de rir com o seu entendimento acerca do “bebê gigante”, mas o Android salvou tudo com uma análise mais apurada, vale a pena ouvir.



Taí um dos filmes mais polêmicos de Kubrick, A Clockwork Orange (1971) chegou a ser recolhido de circulação no Reino Unido pelo próprio diretor durante 30 anos. O filme que brilhantemente traça um paralelo entre a violência e o poder exercido pelo Estado, nos revela a face de uma sociedade hipócrita e em muitos casos sádica!
Kubrick nos impressiona com sua percepção e visionismo – o que comentamos acima – ao retratar uma sociedade com padrões tão atuais, padrões esses que na época do lançamento do longa renderam-lhe tantas críticas.



Por quase 10 anos eu não consegui rever The Shining (1980), lembro que da primeira vez que o vi, foram longas horas até conseguir dormir. Após rever, com mais maturidade e olhar atento aos detalhes e técnicas, é que percebi o quanto Kubrick foi capaz de dominar tudo em cena. Em The Shining, filme baseado na obra homônima de Stephen King, o diretor busca criar um ambiente claustrofóbico com escolha de ângulos e velocidade da câmera (viajei?), criando uma atmosfera sombria e tensa.
Ao rever o filme e suas cenas clássicas, como as gêmeas de mãos dadas ou a do Danny andando com seu triciclo pelos corredores do hotel, a enxurrada de sangue do elevador, a machadada na porta do banheiro e por fim o “HEEEEERE IS JOHNNY” imortalizado por Jack Nicholson, não tem como não se empolgar.
Mas ninguém me dá mais medo no filme do que o menino Danny, desculpa, ele conversando com aquele dedo é pra morrer… rs

E essa foi a nossa homenagem à Stanley Kubrick, singela, mas de coração!
E você, já viu algum filme do diretor? Diz aê!