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A busca de Petra por sua irmã Elena, conta com o auxílio de antigos VHS’s, recortes de jornais, cartas, diários e memórias. A reconstrução dos passos de Elena, que viaja à Nova York em busca de seu sonho de se tornar atriz de cinema e trabalhar com Coppola, tem como resultado uma produção de sensibilidade ímpar.
“Queriam que eu te esquecesse Elena... Volto para Nova York na esperança de te encontrar nas ruas...”
Somos já de início arrebatados pelos olhos expressivos, pela intensidade e sensibilidade de Elena, que brinca de atuar, de fazer arte. Uma arte que a faz dançar com a lua, que a torna ausente, interrompida.
Buscar Elena foi a forma que Petra encontra de finalmente deixar sua irmã partir. Elena é poesia, é dor que sufoca. E como toda poesia, é única e ecoante.
O filme tem uma fotografia refinada e uma trilha sonora que complementa a sensibilidade da obra autobiográfica de Petra. Assistir Elena foi inquietante, amargo e ao mesmo tempo doce. Doçura no olhar, na voz, no jeito de dançar e de sentir o que está a sua volta. Desde o início senti uma empatia enorme por Elena, o que tornou ainda mais intenso o desenrolar desta busca.
"A arte pra mim é tudo. Sem a arte, prefiro morrer."
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